Centenas de pessoas participaram, nesta terça-feira (21), da 19ª edição do Abraço à Serra da Moeda, em Brumadinho, na região metropolitana de Belo Horizonte.

O movimento, criado por ambientalistas e moradores da região, busca conscientizar a população e o poder público sobre a importância da preservação da Serra da Moeda, uma das mais importantes áreas ainda com vegetação nativa na região metropolitana, que também abriga espécies de plantas e animais encontrados somente ali e sítios arqueológicos das primeiras ocupações humanas.
Os manifestantes do movimento se reuniram no local conhecido como Topo do Mundo, no alto da Serra, e fizeram um abraço simbólico. De acordo com Beatriz Vinholo, advogada e presidente da ONG Abraço à Serra da Moeda, o tema deste ano chama a atenção para a preservação dos recursos hídricos.
“[São] Os grandes desafios que a gente enfrenta aqui na Serra da Moeda, por ser uma caixa d’água muito importante para o abastecimento da região metropolitana de Belo Horizonte, das comunidades, dos municípios daqui do entorno. Além disso, a gente tem um conflito com grandes empreendimentos, como mineração, que causa impacto no aquífero subterrâneo; temos também indústria, indústria de refrigerantes, que também tem captação de água na Serra da Moeda; e a gente tem previsão de instalação de um loteamento aqui no entorno da Lagoa dos Ingleses de 200 mil pessoas, com captação de água também na Serra da Moeda, o que vai causar inevitavelmente um impacto hídrico considerável tanto para Brumadinho, que depende diretamente dessa água que vem da Serra da Moeda, quanto para a região metropolitana, porque a Serra da Moeda é um divisor de águas entre a bacia do Paraopeba e Velhas, e portanto tem uma função estratégica no abastecimento de água de Belo Horizonte.”
Passam pela Serra os dois principais sistemas de abastecimento de água da Grande BH: o Rio das Velhas e o Paraopeba. A bacia do Rio Paraopeba, inclusive, ainda sofre os efeitos do rompimento da barragem da Vale em 2019.
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